Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível

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Diálogos cheios de frases prontas, tentativas de humor mal sucedidas e uma overdose de frases de efeito: se o filme “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível” reduz ao mínimo as possibilidades de qualquer desenvolvimento, nada mais apropriado do que a crítica também ser sintética.

Um roteiro frágil posiciona uma protagonista (moldada a partir de todas as filosofias Disney existentes) entre duas dimensões: sua realidade, onde leva uma vida comum com o pai e o irmão, e uma terra localizada no futuro onde as pessoas usam mochilas voadoras e tudo é estranhamente cromado. A “Tomorrowland” do título, que deveria ser um lugar onde as maiores mentes da humanidade poderiam trabalhar a fim de construir um futuro melhor, logo se mostra imperfeita e o que antes parecia uma utopia se transforma em um cenário comum de contos de fadas: os mocinhos cheios de virtude em conflito com um personagem que não parece ameaçador à primeira vista, mas acaba tornando-se um vilão caricato.

A primeira parte do filme explica ao espectador o contexto em que a Tomorrowland foi descoberta por Frank Walker (George Clooney) ainda criança. Depois disso, volta a atenção para Casey Newton, a protagonista que acha em um pin colecionável a passagem para a outra dimensão. Junto de uma recruta robô na forma de uma criança (já mencionei que o elenco mirim é ótimo?), Frank e Casey têm que enfrentar os não-tão-perfeitos habitantes da terra do futuro que desejam o fim da humanidade (nesse caso, a dimensão “real”, o passado, que fique claro). Mas tudo é muito superficial. A própria Tomorrowland é mal aproveitada e serve quase que unicamente como “colírio para os olhos” e para as características cenas de ficção científica.

Para os fãs da criação de Walter Elias Disney, é um prato cheio. Porém, é exatamente aí que também residem os maiores erros do filme. É possível perceber inúmeras referências ao universo da Disney e as sequências de abertura representam bem a colisão entre parque futurista e feira internacional nos primeiros projetos do que hoje é o Parque Epcot, na Flórida, que seria a visão de Walt da Tomorrowland. Mas essa “celebração” da Disney é exagerada e acaba gerando discursos forçados por muitos “nunca desista de seus sonhos”, “tudo é possível” e “fui criada para achar sonhadores”. Definitivamente, peca pelo exagero. Exagero nas explicações, exagero na “filosofia Disney”, exagero nas lições de moral, exagero no próprio exagero, se é que isso é possível.

Deve-se levar em conta, porém, os ótimos efeitos visuais, o que já não é grande novidade quando se trata do estúdio, mas é sempre bom saber que pelo menos há um deleite para os olhos.

Em uma das cenas durante uma viagem entre dimensões, Casey pergunta para Frank se realmente precisam ir para o espaço para alcançar outra dimensão, ao que Frank responde: “essa parte é esquisita”. Faço da resposta as minhas palavras e as contextualizo em: bom, o filme inteiro parece esquisito.

 

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7 comentários Adicione o seu

  1. Legal, eu não tava com a mínima vontade de ver. Agora que não vai rolar mesmo! 😀
    Anyway, como sempre, resenha muito bem escrita!
    Ps.: onde você arrumou tempo para escrever? =O

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    1. BAH disse:

      HAHAHAHAHAHA Escrevi em 10 minutos na madrugada de ontem depois de terminar os trabalhos. Resultado: olheiras, muitas olheiras x.x

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      1. Ai, coitada! xD

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  2. Um Robo disse:

    Muitooo bom esse filme

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  3. Angela disse:

    Olha me desculpa , pois sei que cada um tem uma opinião . esse filme n é esquisito e sim perfeito , mostra as realidades que viveremos no futuro se não tomarmos conciensia do que estamos fazendo no nosso mundo .

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  4. Kelly Martins disse:

    Nao achei o filme chato e estranho, ele eh otimo e perfeito. E amo os filmes da disney. Pq eles ensinam verdadeiras liçoes d moral, nos fazem sonhar. Esse filme mostra como pessoas sonhadores conseguem ganhar na vida, mostram q ser criativo e diferente eh ser especial. E q nada eh impossivel. E na minha opniao nao acho exagero nenhum. Vejo q a maioria das pessoas nao sabem o q eh um bom filme. E uma das minhas frases preferidas do filme eh essa:
    “Existem dois lobos. Um caça no desespero da escuridão e o outro na luz da esperança. Qual vence?”…
    A resposta: “O que você alimenta”
    Reflita sobre isso.

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    1. BAH disse:

      É mesmo para isso que posto as críticas: levantar discussões enriquecedoras. Obrigado por expôr seu ponto de vista, Kelly! Eu também adoro a Disney, mas “não saber o que é um bom filme” é algo um pouco radical de se dizer porque o conceito de “bom” e “ruim” é um pouco relativo, não acha? Apareça sempre! ^^

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