O lago

em

Há silêncio e lentidão sob nossos passos.
O movimento não parece ter destino, propósito ou razão.
São nossos pés que germinam a terra à beira do lago.
E na escuridão sobre a qual eles pisam há vida.
Que nada, flutua, balança.
As luzes que tremem onde nossos olhos alcançam,
Se perdem no fundo da água.
O reflexo escorre, encharca-se, torna-se parte de um novo mundo.
Toda superfície mergulha em um abismo.
Todo abismo se desfaz em superfície.

– BAH

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